Comentário no blog Ciência e Espiritualidade do querido Ivo Bitencourt


É engraçado como quando falamos de crença caímos sempre no campo da religião.
É preciso crer, crer em algo ou alguma coisa, contudo precisamos tomar cuidado com nossas crenças.
Precisamos repassá-las de tempos em tempos para verificar se não estão obsoletas.
Eu sei que existo e é com isso que posso contar. Fazer o melhor que puder de mim é minha crença.
Fomos todos criados para o crescimento embora tenhamos uma visão infantil do que é crescer.
Queremos acreditar que iremos para um lugar onde não existirá problemas e este lugar é o nada ou a morte. E isso não queremos encarar.
Se existe um céu ou um inferno só irei para lá pelo meu próprio mérito, pois posso estar cheia de boa intenção mas completamente equivocada.
Como Einstein disse o mais incompreensível do universo é perceber que ele é perfeitamente compreensível. O fato é que nos recusamos a aceitar as coisas como são.
Não tenho religião porque gosto de pensar por mim mesma e não por que não acredito em um criador. Apenas tento não colocar cores tão fortes nele.
A definição espírita diz que Deus é, ao mesmo tempo causa e efeito, ou seja, ele é ao mesmo tempo o criador e o criado, ou seja, o início. O que nos atrapalha é que queremos fazê-lo caber em nossa crença e defini-lo. Não há definição. Para mim o próprio universo é deus e ele não possui uma identidade e individualidade como gostaríamos. Ele está em tudo e em nada ao mesmo tempo, como uma metamorfose. É infinito pois nunca é o mesmo. Construção e destruição fazem parte de sua natureza, quer gostemos ou não e não é nada pessoal nem sobrenatural.
Quanto à física quântica acho fantástica mas ela jamais vai chagar ao começo desta nossa odisséia. Esse estrada não tem fim.

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