Quem foi Alan Kardec?

Muitos falam sobre Kardek mas poucos sabem quem de fato era ele. Sabiam que ele era professor o que esse era apenas um pseudônimo? Mas porque será que ele usava um pseudônimo? Vamos às hipoteses:
Acredito, pelo pouco que estudei sobre ele, que na época esse foi um meio encontrado para que pudesse colocar novas idéias sem represálias. Todo aquele que tem idéias que rompem paradigmas correm riscos enormes e esse foi um meio bastante inteligente por ele encontrado para colocar suas idéias sem correr riscos. Diferentemente de outros "heróis" como o próprio Jesus Cristo, Kardec percebeu que mais do que de confronto o mundo precisava de novas idéias, de novos paradigmas. Além disso percebeu que o homem é frágil emocionalmente e facilmente impressionável religiosamente falando. É mais confortador acreditar que sempre existe alguém zelando por nós do que de que estamos entregues a própria sorte. Somos crianças da consciência.
Dentro desta perspectiva, e percebendo o quão o ser humano é desorientado e o quanto precisa de soluções mágicas para seus problemas, conseguiu desenvolver um método educativo que inclui a religião em seu arcabouço: o espiritismo.
Não falo em sentido de crítica. Não! Acontece que eu percebi que este é um método de educação muito mais efetivo do que a realidade concreta com a qual o ser humano médio não consegue lidar. O espiritismo é chamado de consolador e é muito apropriado esse nome. Estudei e ainda estudo o espiritismo mas acho que no Brasil o forte sincretismo religioso não deixa que o pensamento espírita avance.
Para a maioria das pessoas a descoberta de que não existe uma consciência maior velando por nós é insuportável contudo, hoje em dia, existem muitas pessoas que dizem ter uma fé raciocinada e eu me incluo, por enquanto entre estas pessoas, contudo com uma grande diferença. Acredito que ser uma pessoa melhor é útil para mim em primeiro lugar e depois para os outros. Acredito que tenho que ser melhor só pelo agora e não por um pretenso futuro imaginado por quem quer que seja afim de manipular o meu livre arbítrio.
Em certos momentos até duvido se Jesus realmente existiu mas, como vi em um livro infantil, os seres imaginários, embora imaginários existem. Talvez no inconsciente coletivo. Em outros momentos acredito que Jesus tenha sido talvez um revolucionário, um visionário e no extremo um ingênuo crente ou mesmo um insano. Caso ele tenha existido, seua atributos foram drásticamente modificados e ampliados. Caso não tenha realmente existido, ainda assim, foi o maior caso de manipulação coletiva jamais conhecido.
É inegável que seu nome dividiu a história mas devemos perceber que trata-se de uma nova visão que inevitávelmente iria surgir. O "modus vivendi" da época era insuportável. Um homem sozinho jamais mudo um paradigma. Ele é apenas a personalização de algo que já era latente na época.
Quando, ao matar o homem, os Romanos perceberam que não conseguiram matar a idéia, tornaram o cristianismo a religião do estado para tentar controlar o que estava acontecendo porém já era tarde. O pensamento dos oprimidos alastrava-se às escondidas de modo incontrolável. A queda do império seria inevitável. Acontece que os oportunistas se infiltraram em ambos os meios a surgiram os atravessadores da fé. A fé tornou-se mercadoria, haja visto que chegou-se ao cúmulo do absurdo de se vender "pedaços do céu".
Ainda hoje, existem pessoas que preferem deixar a encargo de terceiros os desígnios de suas vidas. É lamentável a forma como se deixam iludir por migalhas de consolo.
Particularmente acredito que Deus existe apenas cmo sendo a causa primeira de todas as coisas e que dentro dele não há uma distinção entre bem ou mal como querem nos fazer acreditar. Só o fato de existirmos e de o universo existir já é suficiente para mim. Não preciso mais procurar por explicações mágicas pois a mera existência da vida, em sua atual configuração, e do homem como criança da consciência me basta. Se foi o acaso ou se o universo existe desde sempre e se chamo isso de Deus não sou mais ingênua em acreditar que Deus separa o joio do trigo. Somos nós que precisamos dessas explicações e a criamos mas elas não passam de "anjos e demônios" que nós próprios criamos mas que são como as assombrações das quais as crianças tem medo.
Não cirtico Kardek, nem Jesus, nem quem quer que seja. São meios que se cria para tornar a vida menos real do que ela realmente é. Enquanto meios criados para tornar o ser humano mais sociável são plenamente válidos. Quando passam a ser meios de manipulação das consciências e de alienação já não servem ao propósito de melhorar o ser humano. Qualquer forma de alienação é coisificação do ser humano. Acredito que o divino em nós está em aceitarmos e amarmos a vida tal qual ela é. Sem negar dela nenhuma característica. Se existe Deus, ele não faz as distinções que nós fazemos pois ou ele foi apenas o primeiro ou ele é a própria criação. Não há como querer acreditar em nada diferente disso. Não escrevo quase nada em maiúscula porque acredito que nada seja tão distintivo que precise ser ressaltado.

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