Vou um pouco além dessa discussão. Talvez a causa de todas as coisas seja o acaso e podemos dar o nome que quisermos. Na verdade eu chamo o acaso de Deus, mas não acredito que seja ele uma individualidade como a maioria quer crer, mas sim um processo. O ser humano sempre tem que achar alguém para ser o responsável pelas coisas. Acho que a questão da fé para mim se resume da seguinte forma: participo de um grupo de pessoas de boa vontade, em que há respeito a todas as opiniões e um espírito cooperativo de voluntariado que dispõem de um pouco de seu tempo e recursos em favor do grupo. É uma opção. É uma questão de fé raciocinada. Eu escolhi. E posso deixar este grupo e procurar outro. A consciência humana ou existe ou não. Algumas pessoas não as tem e portanto não fazem escolhas, portanto não se assumem e querem que outros resolvam seus problemas por elas. Muito cômoda essa visão de Deus. Não acredito nisso. Eu o reverencio como faço com a minha mãe, por exemplo, que embora não sendo perfeita, me deu o oportunidade da vida. Contudo a vida é minha. Eu escolho!
A questão da consciência e da escolha não é para os fracos mas para os fortes. A fé também. É mais fácil imaginar alguém que tem o controle de tudo já que sabemos que nós não temos. No livro dos espíritos a pergunta de Kardec é a seguinte: O QUE É DEUS? Só por esta pergunta já achei que valia a pena pelo menos estudar um pouco mais. Caso nunca tenha pego o livro dos espíritos convido-o a lê-lo. Não me refiro a escutar o palavrório em torno do espiritismo. Mas a lê-lo sem preconceito. Até porque é uma doutrina aberta, que nunca foi escrita com o propósito de fechar a questão a respeito de nada. Caso assim fosse eu nem perderia o meu tempo! A religião é que complica mais do que explica! Tente, quem sabe você possa se surpreender como eu. Até porque tudo o que Kardec escreveu é por ele mesmo questionado para que seja revisto. Há que se começar em algum lugar. Eu acredito no acaso do Universo. E para mim esse acaso chama-se Deus. Discordo de Kardec quando ele diz ser Deus a inteligência suprema, mas concordo quando ele diz ser a causa primária de todas as coisas. A menos que inteligência seja completamente diferente do que acreditamos ser. Na verdade o Universo e Deus se confundem. São para mim ao mesmo tempo causa e efeito. Um único processo. E sua inteligência não é parcial, portanto, é incompreensível para nós, que somos apenas parte do processo. É isso que para a maioria é difícil de aceitar. Mas é fato. Tudo o mais é filosofia e aí cada um pode pensar e agir como quiser. A ciência só observa os fatos. E contra fatos não há argumentos. Só por isso respeito a seguinte frase: conhece a verdade e ela te libertará. Se foi Cristo ou não que disse não me interessa. Mas para mim funciona. É uma questão de inteligência e não de fé. Muita gente acha que quem pensa assim vai para o inferno. Posso afirmar que este tipo de pensamento realista é que nos tira do inferno. Muitos seres lúcidos usam a religião como instrumento de educação das pessoas pois as mesmas precisam que outros os dêem limites em que se basear. É como um vício. Não dá para curar a pessoa criticando sua conduta. É preciso o acolhimento para que, como se faz com uma criança, tentemos colocar para elas outros valores. Todo vício retirado precisa ser preenchido por outra coisa. Kardec era discípulo de Pestalozzi, era um educador. Quando fala do espírito como reencarnante eu vejo da seguinte forma: tudo no nosso corpo existia de outra forma desde o início do planeta e portanto desde o início dos tempos ou desde sempre. É desta forma que eu encaro a reencarnação. Acredito que há muita confusão, manipulação e falta de consciência das pessoas. Os romances espíritas são como as cartilhas das primeiras séries, que nem existem mais pois engessavam o aprendizado. Não se pode cobrar de uma consciência infante o discernimento de um adulto. Dai a indulgência de Kardek e de tantos outros com as crenças alheias. De fato o mundo existe e eu existo. E isso é tudo o que tenho. O que eu farei com isso? Aí está o livre arbítrio.
A questão da consciência e da escolha não é para os fracos mas para os fortes. A fé também. É mais fácil imaginar alguém que tem o controle de tudo já que sabemos que nós não temos. No livro dos espíritos a pergunta de Kardec é a seguinte: O QUE É DEUS? Só por esta pergunta já achei que valia a pena pelo menos estudar um pouco mais. Caso nunca tenha pego o livro dos espíritos convido-o a lê-lo. Não me refiro a escutar o palavrório em torno do espiritismo. Mas a lê-lo sem preconceito. Até porque é uma doutrina aberta, que nunca foi escrita com o propósito de fechar a questão a respeito de nada. Caso assim fosse eu nem perderia o meu tempo! A religião é que complica mais do que explica! Tente, quem sabe você possa se surpreender como eu. Até porque tudo o que Kardec escreveu é por ele mesmo questionado para que seja revisto. Há que se começar em algum lugar. Eu acredito no acaso do Universo. E para mim esse acaso chama-se Deus. Discordo de Kardec quando ele diz ser Deus a inteligência suprema, mas concordo quando ele diz ser a causa primária de todas as coisas. A menos que inteligência seja completamente diferente do que acreditamos ser. Na verdade o Universo e Deus se confundem. São para mim ao mesmo tempo causa e efeito. Um único processo. E sua inteligência não é parcial, portanto, é incompreensível para nós, que somos apenas parte do processo. É isso que para a maioria é difícil de aceitar. Mas é fato. Tudo o mais é filosofia e aí cada um pode pensar e agir como quiser. A ciência só observa os fatos. E contra fatos não há argumentos. Só por isso respeito a seguinte frase: conhece a verdade e ela te libertará. Se foi Cristo ou não que disse não me interessa. Mas para mim funciona. É uma questão de inteligência e não de fé. Muita gente acha que quem pensa assim vai para o inferno. Posso afirmar que este tipo de pensamento realista é que nos tira do inferno. Muitos seres lúcidos usam a religião como instrumento de educação das pessoas pois as mesmas precisam que outros os dêem limites em que se basear. É como um vício. Não dá para curar a pessoa criticando sua conduta. É preciso o acolhimento para que, como se faz com uma criança, tentemos colocar para elas outros valores. Todo vício retirado precisa ser preenchido por outra coisa. Kardec era discípulo de Pestalozzi, era um educador. Quando fala do espírito como reencarnante eu vejo da seguinte forma: tudo no nosso corpo existia de outra forma desde o início do planeta e portanto desde o início dos tempos ou desde sempre. É desta forma que eu encaro a reencarnação. Acredito que há muita confusão, manipulação e falta de consciência das pessoas. Os romances espíritas são como as cartilhas das primeiras séries, que nem existem mais pois engessavam o aprendizado. Não se pode cobrar de uma consciência infante o discernimento de um adulto. Dai a indulgência de Kardek e de tantos outros com as crenças alheias. De fato o mundo existe e eu existo. E isso é tudo o que tenho. O que eu farei com isso? Aí está o livre arbítrio.