Seria Jesus Casado? Como uma mulher de posses foi transformada em prostituta pela história?

No livro O Código da Vinci o tema central gira em torno da teoria da possível relação entre Maria Madalena e Jesus Cristo. Só esta tese já valeu para mim o livro inteiro, visto que eu sempre achei muito sem pé nem cabeça a história da vida de Jesus. É como se ele tivesse aparecido do nada e sumido no ar. Eu não podia crer que um homem tão revolucionário e, porque não, polêmico, não tivesse uma história de vida das mais interessantes e cheia de riquezas de detalhes que me pareciam ter sido ocultados de propósito.
Antes de comprar o livro de Dan Brown tive o insight de entrar em uma livraria e pesquisar o que mais havia sobre tão polêmico assunto. Para minha grata surpresa há uma enorme quantidade de autores preocupados, mesmo antes desse fenômeno de mídia, com a vida desse apaixonante homem que dividiu a história ocidental em duas.
Ele era Deus ou era homem?
Como vivia?
No que realmente acreditava?
O que pode ser considerado realmente seu pensamento e o que foi imposto como sendo dele?
Teria Cristo tido uma mulher?
Essas são perguntas que sempre rondaram meus pensamentos e que foram novamente despertadas na minha consciência eram consideradas até por mim mesma como difíceis de ser formuladas com clareza até ter contato com o assunto do livro.
Muitas pessoas que eu conheço acham mesmo um sacrilégio pensar dessa forma. Contudo só quando pude ver um Jesus realmente humano é que eu pude começar a construir uma fé verdadeira. Minha fé é raciocinada e não consigo acreditar no impossível.
Hoje tenho uma fé verdadeira e fecunda. Quando vejo Cristo como um dos grandes avatares da humanidade e não como Deus encarnado, fica possível tomar seus ensinamentos como possíveis e executáveis, mesmo porque ele nunca se colocou como maior ou diferente de seus pares. Pelo contrário, ele os chamava de irmãos para demonstrar a ausência de predileção de qualquer deles que fosse.
Achava muito fria a história da vida dele. Mal contada e pintada com tons cinza e sem a luz que devia dele resplandecer.
Hoje o vejo mais vivo do que nunca, como um irmão amantíssimo, que aguarda nosso retorno para casa.
Devo a Dan Brown essa retomada da minha fé. Até porque nunca achei que para um ser humano se tornar divino ele deva deixar de ser humano. Como Cristo dizia, somos deuses. Toda a manifestação do divino e do demoníaco está dentro de cada um de nós. Somente o despertar de uma fé não dogmática pode nos trazer a descoberta da verdade que nos vai libertar.

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